Nutrigenômica

Alimentando o DNA  (um depósito de informações genéticas)

Pesquisadores observaram  a influência da alimentação no funcionamento dos genes  na década de 1980, contudo, só em 2003, com a conclusão do projeto Genoma Humano foi dado o início de uma nova era, na área da saúde.

Comprovou-se que os fatores ambientais, bem como a dieta e a prática de exercícios físicos, poderiam  regular as atividades dos genes, despertando-os ou reduzindo sua expressão, driblando assim determinações hereditárias e afastando doenças genéticas, como o câncer, diabetes e DCV’s (Doenças cardiovasculares).

A alimentação ganhou destaque no cenário e sua importância é facilmente justificada: a nutrigenômica elucida os efeitos dos nutrientes sobre o genoma.

A comunidade científica percebeu que, para reduzir o risco de determinadas doenças, é necessário entender a maneira como os alimentos interferem  na atuação dos genes: 

Sementes oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas etc., frutas, vegetais, peixes, carnes e leguminosas são fontes saudáveis de ácidos nucleicos (Os ácidos nucléicos são macromoléculas de natureza química,  compondo o material genético contido nas células de todos os seres vivos)

 

Quando você consome frutas frescas e vegetais, você consome células vegetais inteiros que são fontes de DNA e RNA. Após a ingestão, enzimas digestivas quebram a parede da célula, libertando as células de proteínas, ácidos nucleicos, açúcares, vitaminas, minerais e água.

 

Uma vez que todas as plantas contêm ácidos nucléicos, mas diferem em seu conteúdo de vitaminas e minerais, por isso é importante sempre varias a composição da sua dieta. 

 

Os vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas, são fontes de um composto chamado Sulforafano. Este composto tem poder de estimular o gene e consequentemente combater agentes cancerígenos. Meia xícara de chá dos vegetais por dia já fornece boas doses da substância.

A estrutura do Sulforafano é bastante complexa. O crucial é entender que tal substância interfere no DNA, acionando um gene, ou seja, há ação de proteínas que eliminam através das fezes e urina substâncias tóxicas.

O Ômega 3, encontrado especialmente em peixes de água fria como o salmão e a sardinha tem ação anti-inflamatória estando associado à interação nutriente e genoma.

O Ácido fólico, presente no abacate, feijão preto, lentilha e nozes, aumenta a atividade de um gene que produz uma enzima chamada metilenotetrahidrofolato redutase, ou seja, esta enzima combate a homocisteína, um aminoácido que previne doenças cardiovasculares.